Cultura, direitos humanos e poder: a propósito da guerra contra o Iraque em 2003 e de humanos direitos

Explana que a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) intenciona o processo de integração da América Latina e do Caribe, mas que é um projeto neoliberal com os moldes do Tratado de Livre Comércio estabelecido pelos países da América do Norte e da Europa para liberar e favorecer a intervenção estrangeira. Assim, a ALCA só irá favorecer os oligarcas, aumentar a concentração de riqueza e incrementar as condições de miséria dos povos da América Latina e do Caribe. Observa-se que os governantes “pró ALCA” estão mais preocupados na privatização dos serviços públicos e com a restrição dos direitos democráticos e pouco se importando com os prejuízos que poderá acarretar a população. Lembra que a Convergência de Movimentos dos Povos das Américas está construindo alternativas para combater a política neoliberal em todo o continente americano, sendo que a formulação dessas alternativas inclui propostas e práticas democráticas e pluralistas de homens e mulheres dos diferentes movimentos sociais para a construção de uma nova sociedade.

Currículo: tensões e alternativas

O artigo apresenta uma boa fundamentação teórica em relação ao erro em que pode-se cair se se interprentam de forma errada os postulados do multiculturalismo, principalmente em relação à elaboração de propostas curriculares fragmentárias, o que geraria um outro tipo de etnocentrismo.

Artigo resultado de assessoria à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro para a elaboração de um Núcleo Curricular Básico.

As autoras partem de uma reflexão sobre a discussão curricular no Brasil para assinalar os problemas das análises dicotomizadas – experiência cultural da criança x experiência cultural da humanidade, qualidade x quantidade, universal x singular etc. Propõem a necessidade de incorporar essas categorias como tensões que normalmente atravessam a teoria e a prática educacional. Com base na proposta curricular vigente no Município do Rio de Janeiro, levantam uma hipótese preliminar de trabalho em torno de “conceitos nucleares” e desenvolvem um exercício de análise para testar a validade de tal hipótese.

Curriculum y derechos humanos

Apresenta as diferentes concepções de currículo e aponta a importância da adequação deste a um projeto de sociedade que garanta os Direitos Humanos.

Apresenta diferentes concepções de currículo e aponta a necessidade de uma adequação do currículo a um projeto social que trabalhe na direção da promoção dos Direitos Humanos. Propõe elementos fundamentais para o trabalho de educação em Direitos Humanos na escola.

Curso introdução aos Direitos Humanos | Unesp

Curso introdução aos Direitos Humanos / Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Observatório de Educação em Direitos Humanos (OEDH), Ari Fernando Maia, elaboração ; Clodoaldo Meneguello Cardoso, supervisão – São Paulo : Unesp, 2023. 47 p.: il. color. ; Recurso digital. ISBN: 978-65-998490-2-2 1. Direitos humanos. 2. Educação. I. Maia, Ari Fernando. II….

De bandidos, boyzinho e doidões ou de como e porque ser ou não ser peão: a constituição de identidades masculinas entre jovens trabalhadores favelados

O texto já é relevante por tratar de um tema bastante esquecido: a formação da identidade masculina. Torna-se mais interessante ao demonstrar como um processo educacional alternativo – neste caso os grupos de jonvens da Igreja Católica – pode ser um caminho para a superação da exclusão social e da marginalidade.

A autora é professora do Curso de Pedagogia do Instituto de Educação de Minas Gerais.

O artigo também foi apresentado na XII Reunião Anual da ANPED, em Caxambu, Setembro de 1992.

Trata-se de uma pesquisa entre rapazes da área mais tradicionalmente industrial do município de Contagem, Minas Gerais, conhecida como “Cidade Industrial”. Levanta a influência dos Grupos de Jovens da Igreja Católica e da convivência com jovens de outros bairros na constituição da identidade masculina entre os jovens favelados. Estas realidades que surgem nas décadas de 70 e 80 reestruturaram a dicotomia entre “doidões” e “boyzinhos”. O texto está baseado na dissertação de mestrado da autora.