PDF aqui: Direito à Memória e à Verdade: histórias de meninas e meninos marcados pela ditadura
Chama atenção para o fato de que a questão da violência e do racismo no Estado do Rio de Janeiro tem uma associação muito peculiar entre si, até porque quando se fala de racismo, mesmo considerando toda a sociedade brasileira, se constata que ele não está distanciando da violência, mesmo considerando os estudos elaborados acerca da violência, verifica-se que o tema sobre as relações raciais não entra em pauta. Por sua vez a sociedade brasileira ainda insiste em combater a violência com os meios tradicionais de repressão ou combate-se à violência com mais violência. Sabe-se que no Brasil a cidadania é trabalhada de maneira negativa; quando a elite brasileira percebe que está havendo uma participação com maioria dos cidadãos ela utiliza práticas que dificultam o acesso dos mesmos na tomada de decisões. Denuncia que a separação entre discriminação racial e discriminação social é uma razão inútil que tenta camuflar o preconceito racial ou se esforça para mostrar um só lado.
Autores: Carolina Antunes Monteiro; Fernanda Antunes Monteiro; Glauciana Aparecida Souza; Washington Lopes Góes. Edição da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR e Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais – Flacso Brasil. 2015
Denuncia que a crise social pela qual vem passando o mundo é fruto da má distribuição dos bens que privilegia a minoria rica em detrimento a maioria pobre. Delata também que o planeta Terra está sendo ameaçado em seu equilíbrio ecológico, logo é necessário o diálogo com todos os povos sobre as perdas que se está ocasionando para a humanidade para garantir o direito à vida de cada cidadão. Por isso, deve-se pensar globalmente e agir localmente para que se mude a postura do ser humano de ler e de agir perante o mundo. Constata que na atualidade tornar-se-á possível à convivência humana no momento em que estiverem estruturados valores e atitudes que abarquem um ethos universalmente válido que proporcione a paz entre os povos e entre as religiões e que ambos possam conscientizar que a preservação da vida é obrigação de todos. Contudo, observa que é crescente cada vez mais a consciência de que é preciso ser solidários para a sobrevivência, já que todos possuem sofrimentos e esperanças comuns
Autora: Luana Bonone. Edição da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR e Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais – Flacso Brasil. 2015
Percebe-se que devido às estruturas das sociedades patriarcais e fundamentalistas ainda persistem o desrespeito e a discriminação aos direitos das mulheres, mas que com muito esforço elas têm conquistado avanços e aquisição na vida pública. Entende que o princípio de igualdade tem que ter as seguintes características: (i) o direito das mulheres deve estar na mesma condição para participarem do poder público-político; (ii) dar o direito às mulheres de trabalharem sem que haja discriminação por seu estado civil ou o número de filhos que tenham e que o salário que irão receber seja igual aos dos homens quando ambos fazem as mesmas tarefas e (iii) contribuir para que o Estado promova a democratização das responsabilidades domésticas para que as mulheres não tenham dupla jornada de trabalho. Declara que as mulheres vão continuar lutando para que as políticas públicas reconhecem os direitos delas e assim acabe com a hierarquia do poder e dê oportunidades as mulheres urbanas, como as que habitam as zonas rurais.
Indica que o Segundo Fórum Social Mundial (FSM) deve como lema “Um outro mundo é possível”, que ocorreu na cidade de Porto Alegre nos dias 31 de Janeiro a 5 de Fevereiro. O título desse Fórum parte da premissa de que, reunido o maior número de pessoas de diversos locais do planeta, poderá apresentar alternativas mundiais para combater o atual modelo de globalização. Lembra que o Fórum Social Mundial foi impulsionado a partir das manifestações ocorridas em Seattle, em 1999 nos EUA e está patrocinada por oito entidades: Abong; Attac; CBJP da CNBB, Cives; CUT; Ibase; MST e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Lembra que os representantes da globalização neoliberal visam somente o lucro através do mercado e do capital. Ao contrário da visão em que tudo tem seu preço, o F S M inspira a idéia de que nem tudo é mercadoria e a população deve decidir sobre o seu destino. Acredita que para construir um novo mundo é preciso lançar sementes para que brotem homens e mulheres com novos valores éticos, diferentemente dos propostos pela elite de banqueiros e empresários multinacionais.
O artigo tem caráter descritivo e informativo sobre o projeto em questão. É interessante ressaltar a importância da relação das diferentes etapas de desenvolvimento do movimento, com os momentos históricos e políticos vividos pela sociedade brasileira nas épocas apontadas.
Relata a experiência de Educação em Direitos Humanos nas escolas públicas de Porto Alegre, elaborada pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre – MJDH. Realiza uma reconstrução histórica do movimento procurando contextualizar a experiência a partir da percepção do espaço da escola como local de um trabalho preventivo em Direitos Humanos.
Este texto é de suma importância para o Programa Direitos Humanos, Educação e Cidadania, pois trata-se da elaboração teórica que orientam e referenciam as ações e a prática do próprio programa.
O livro “Oficina Pedagógicas de Direitos Humanos” consiste em mais uma iniciativa do Programa Direitos Humanos, Educação e Cidadania do Projeto NOVAMERICA.
Consiste na fundamentação teórica do livro. As autoras iniciam levantando a contradição entre a consciência cada vez mais presente acerca dos direitos humanos e a sua constante violação e desrespeito. Este fato torna-se no desafio que motiva para práticas que busquem superá-lo. A Educação é entendida como um campo a ser privilegiado e as oficinas pedagógicas constituem na metodologia que possibilita construir socialmente este novo saber.
Trata-se do resumo documental elaborado pelas especialistas da Iniciativa Feminista Cartagena para a Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento (CFD) que se realizou em Monterrey (México). Esse documento é uma resposta em relação às questões de gênero que ficaram omissas na CFD. Acrescenta que os discursos atuais sobre desenvolvimento perpassam sobre as questões de gênero, já que as mulheres ainda sofrem preconceitos na sociedade. Indica que a CFD deve refletir sobre que tipo de desenvolvimento se almeja alcançar, já que não há discussão ou questionamento sobre as questões de gênero. Delata que é impossível almejar uma sociedade justa e democrática quando se tem a desigualdade entre os gêneros com relação à participação política, a divisão de poderes e as oportunidades no de trabalho. Não se obstem de mencionar que entre homens e mulheres existem potenciais diferentes e cada qual mantendo as suas qualidades, porém essas diferenças devem ser aproveitadas para unir forças; para somar nas decisões e não para excluir ou discriminar.
