Analisa o pensamento que rege a educação popular que através de sua historia intenciona a construção de uma sociedade mais justa que de aos excluídos, aos segregados e aos discriminados o poder de atuarem na vida política de seu país. Esclarece que vários educadores têm questionado as práticas da educação popular na América Latina, surgindo diversos grupos com pensamentos diferenciados. Alguns propagam que se deva acabar com a educação popular; outros afirmam a sua conservação e outros defendem que a educação popular deve ser reestruturada. Acredita que essa reestruturação tem que ser feita através da reflexão e da ação e trazê-la para a realidade globalizada, ou seja, desconstruir certas práticas para que se possa fazer uma ação crítica. Almeja que a educação popular seja dotada de novos instrumentos e que possa reconstruir o povo como sujeito histórico, rompendo com o atual modelo político dominante que foi implantado e repensar o poder existente que se deve até agora entre os educadores da educação popular.
Apresenta os pressupostos gerais da proposta de educação em direitos humanos desenvolvida pela Comissão de Justiça e Paz de São Paulo.
Trata-se de um depoimento que apresenta os pressupostos gerais da proposta educacional que fundamenta o trabalho da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo. Aponta para elementos básicos de seu desenvolvimento: a interdisciplinaridade e a postura pedagógica problematizadora, visando uma educação libertadora. Afirma também que esta proposta deve ser aplicada tanto no âmbito do ensino formal como do não-formal.
Explica que os termos internacionalização, globalização, mundialização representam distintas regiões do planeta que estão em contato direto e que também é um processo da superação das barreiras do mercado econômico, mas que mesmo assim a realidade entre os países do Norte e do Sul é berrante. Os primeiros representam as nações capitalistas desenvolvidas, enquanto que os segundos aglomeram as nações dependentes e empobrecidas, tornando-se a relação entre ambos desequilibrada e de dependência. Na verdade a globalização e a sua ideologia representam uma nova maneira de politizar a realidade. Baste que se note que o empresariado desempenha um papel significativo na economia e na vida do país como um todo e tem o poder de restringir a maioria da população dos bens materiais que necessitam. Reconhece que se deva estabelecer uma forma de governo que promova o desenvolvimento do bem comum e a consolidação de um sistema de bem estar mundial, juntando-se a outros meios políticos de caráter ético e cultural.
O texto se faz relevante principalmente pela consistente análise que faz sobre os dados de cor e raça das pesquisas e censos demográficos. Skidmore examina com autoridade a falta de dados durante um período de 50 anos e como as respostas aos censos muitas vezes revelam a ideologia do embranquecimento presente na mentalidade dos negros brasileiros.
O original do artigo foi preparado para a conferência Population, Nationalism and Ethnic Conflitict, no Watson Institute for National Studies Univerity, abril de 1991, e foi apresentado em palestra proferida em São Paulo, a 1º de agosto de 1991, no Instituto de Estudos Avançados de USP. O autor pertence ao Center for Latin American Studies, Brown University. Tradução de Tina Amado.
No país que recebeu a maior população escrava das Américas, o mito da democracia racial persiste e, com ele, o descaso oficial e o desinteresse de grande parte da produção intelectual pelo estudo das relações raciais. Examina, a partir da inexistência de dados quantitativos sobre a cor da população brasileira durante mais de 50 anos pós-abolição, o debate sobre a raça e a baixa repercussão das vozes que se insurgiram contra as teses assimilacionistas e a ideologia do branqueamento, ao longo do século atual.
Fausto: o dragão que queria ser dragão. Livro de André Romano. Giostri Editora, 2018. Baixar aqui
Considera que nas sociedades modernas, com sua diversidade e pluralismo, seja de opiniões éticas e religiosas, ruiu a unanimidade da hegemonia eclesial que havia em tempos idos, o que levou a Igreja a legitimar a autonomia da liberdade ética e religiosa de cada pessoa, mas sem perder de vista o respeito aos direitos dos demais. Pois se parte de um pressuposto de que dentro da convivência de um sistema democrático, como um direito pertencendo a toda unanimidade, assim como ser tolerante com a diferença, pois como é sabido por todos que a convivência entre os indivíduos dentro da relação social requer o mínimo de regulação ética, o que significa dizer que há um conjunto de exigências que o individuo deve seguir, às vezes não sendo muito de sua vontade, para que haja o respeito das diferentes visões, interpretações e modos de agir entre os diferentes valores que cada qual possui.
Educação e Direitos Humanos: desafios para a escola contemporânea. Caderno Cedes (Online), Campinas, vol. 30, n. 81, p. 233-249, mai.-ago, 2010. Aqui
Educación en derechos humanos: compromiso ético-político con la democracia. RIDH. Bauru, v. 5, n. 2, p. 183-208, jul./dez., 2017. Aqui
Publicado na RIDH – Revista Interdisciplinar de Direitos Humanos
Educación en derechos humanos: compromiso ético-político con la democracia. RIDH – Revista Interdisciplinar de Direitos Humanos. Bauru, v. 5, n. 2, p. 183-208, jul./dez., 2017 Aqui
La trata de personas: una forma de esclavitud moderna. Revista NOVAMERICA n.141 jan/mar, p. 29-31, 2014. Español. Aqui
