Por dentro da mente dos eleitores de Bolsonaro que são fãs do político e vítimas da violência policial

Rosana Pinheiro-Machado
11 de Setembro de 2018, 2h00

MAYCON, 23 ANOS, um jovem negro de baixa renda, tem um irmão na cadeia, sonha ser policial, defende veementemente a pena de morte, o armamento da população contra o que chama de “Direitos Dosmano”. Eleitor convicto de Lula, ele gostaria de leis menos frouxas para “a bandidagem”.

Nas rodas de conversa que realizo com adolescentes das periferias, eleitores de Bolsonaro seguem a mesma orientação punitivista e demonstram solidariedade aos policiais, que deveriam ter o direito de matar. Paradoxalmente, esses mesmos meninos relatam um cotidiano de humilhações em abordagens policiais abusivas. “Se eu não estiver vestido como humilde e não estiver de cabeça baixa, [ou seja], se estiver de cabeça erguida e com boné de marca que me associe aos mano, eles me param, dão porrada e me jogam no chão”, contou Pepe, de 17.

Colégios públicos do DF passarão a ensinar noções jurídicas e de direitos humanos

Medida é para despertar interesse de estudantes e prevenir criminalidade, diz decreto. Programa é da Secretaria de Educação com Defensoria Pública.

Por Gabriel Luiz, G1 DF

Colégios públicos do Distrito Federal passarão a ensinar aos alunos noções jurídicas e conteúdos de conscientização de direitos humanos e cidadania. A novidade foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (4) e é parte de uma parceria entre a Secretaria de Educação e a Defensoria Pública.

Marilena Chauí explica o ódio na Brasil

Sinopse: Marilena Chauí, filósofa e professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), comentou o avanço da chamada judicialização da política que, em sua opinião, é o modus operandi da política neoliberal. “A judicialização que nós assistimos no Brasil não é um destempero de um bando de ignorantes, loucos, malucos, completamente servis. Essa coisa desmoralizante. Ela é a maneira mesma da política neoliberal. Judicializar é neutralizar a possibilidade de dar voz ao conflito e deixá-lo se desdobrar politicamente na sociedade”.

Auto de Resistência

Direção: Natasha Neri, Lula Carvalho. 2018

Sinopse: Documentário de Natasha Neri e Lula Carvalho, 2018. Um acompanhamento preciso dos casos de homicídios cometidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro classificados como “autos de resistência”, isto é, legítima defesa. Durante a tramitação dessas ocorrências na justiça, fica evidente o padrão de imprudência da corporação em relação à elas: investigações esdrúxulas e perícias defeituosas, nas quais 98% dos inquéritos são arquivados.

Frigotto, Gaudêncio

“ESCOLA SEM PARTIDO”: IMPOSIÇÃO DA MORDAÇA AOS EDUCADORES. e-Mosaicos, Revista Multidisciplinar de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ). Junho 2016. Aqui