Haddad: “Me estranha que quem lutou pela democracia fique neutro diante de alguém que apoia a ditadura”

Candidato do PT afirma ao EL PAÍS que propostas de Jair Bolsonaro vão piorar violência. Sobre Venezuela, diz “não ter compromisso com nenhum regime autoritário” e que apoia saída democrática

Flávia Marreiro e Talita Bedinelli – São Paulo, 14/10/2018

Fernando Haddad (São Paulo, 1963) chega à sala aparentando imensa exaustão. Senta em uma cadeira, de costas para uma janela enorme com vistas para um sobrado que, na fachada, exibe uma bandeira do Brasil desbotada e um cartaz que exalta seu oponente, Jair Bolsonaro. No local onde recebeu o EL PAÍS para uma entrevista, na tarde deste sábado, agora funciona seu sóbrio comitê de campanha, que não tem qualquer menção ao candidato petista do lado de fora. Antes, o prédio era parte da sede do Instituto Lula, de quem ainda se guarda um grande retrato em uma das paredes. Ao lado da foto, um cartaz anuncia a senha do Wi-Fi para os visitantes: #foratemer.

DEMOCRATAS BRASILEIROS, UNI-VOS!

por Boaventura de Sousa Santos – 13/10/2018
A democracia brasileira está à beira do abismo. O golpe institucional que se iniciou com o impeachment da Presidente Dilma e prosseguiu com a injusta prisão do ex-presidente Lula da Silva está quase consumado. A consumação do golpe significa hoje algo muito diferente do que foi inicialmente pensado por muitas das forças políticas e sociais que o protagonizaram ou dele não discordaram. Algumas dessas forças agiram ou reagiram no convencimento genuíno de que o golpe visava regenerar a democracia brasileira por via da luta contra a corrupção; outros entendiam que era o modo de neutralizar a ascensão das classses populares a um nível de vida que mais tarde ou mais cedo ameaçaria não apenas as elites, mas também as classes médias (muitas delas produto das políticas redistributivas contra as quais agora se viravam). Obviamente, nenhum destes grupos falava de golpe e ambos acreditavam que a democracia era estável. Não se deram conta de que havia três bombas-relógio construídas em tempos muito diversos, mas podendo explodir simultaneamente. Se tal ocorresse, a democracia revelaria toda a sua fragilidade e possivelmente não sobreviveria.

Carta aberta de Manuel Castells aos intelectuais do mundo

Publicado em: outubro 8, 2018

Manuels Castells (*)

Amigos intelectuais comprometidos com a democracia:

O Brasil está em perigo. E, com o Brasil, o mundo. Porque, depois da Eleição de Trump, a tomada do poder por um governo neofascista na Itália e da ascensão do neonazismo na Europa, o Brasil pode eleger presidente um fascista, defensor da ditadura militar, misógino, sexista, racista e xenófobo, que obteve 46% dos votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial. Pouco importa quem seja seu oponente. Fernando Haddad é a única alternativa possível. É um acadêmico respeitável e moderado, candidato pelo PT, um partido hoje em dia desprestigiado por ter se envolvido no processo de corrupção generalizado do sistema político brasileiro.

Educação em Direitos Humanos – Construindo uma cultura de igualdade, liberdade e respeito à diversidade – Coleção Caravana de Educação em Direitos Humanos

Autores: Arnaldo Fernandes Nogueira; Hellen Matildes; Rodrigues Sá Silva; Julian Vicente Rodrigues; Maria de Lourdes Rocha Lima Nunes. Edição da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR e Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais – Flacso Brasil. 2015

CANDAU, Vera Maria ; SACAVINO, Susana Beatriz .

Educação em Direitos Humanos: concepções e metodologias. In: Lúcia de Fátima Guerra Ferreira; Maria de Nazaré Tavares Zenaide; Adelaide Alves Dias. (Org.). Direitos Humanos na Educação Superior. Subsídios para a Educação em Direitos Humanos na Pedagogia. 1ªed.João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2010.    Aqui