Candidato do PT afirma ao EL PAÍS que propostas de Jair Bolsonaro vão piorar violência. Sobre Venezuela, diz “não ter compromisso com nenhum regime autoritário” e que apoia saída democrática
Flávia Marreiro e Talita Bedinelli – São Paulo, 14/10/2018
Fernando Haddad (São Paulo, 1963) chega à sala aparentando imensa exaustão. Senta em uma cadeira, de costas para uma janela enorme com vistas para um sobrado que, na fachada, exibe uma bandeira do Brasil desbotada e um cartaz que exalta seu oponente, Jair Bolsonaro. No local onde recebeu o EL PAÍS para uma entrevista, na tarde deste sábado, agora funciona seu sóbrio comitê de campanha, que não tem qualquer menção ao candidato petista do lado de fora. Antes, o prédio era parte da sede do Instituto Lula, de quem ainda se guarda um grande retrato em uma das paredes. Ao lado da foto, um cartaz anuncia a senha do Wi-Fi para os visitantes: #foratemer.

