Brasil reforçou modelo escravista quando o mundo passou a condená-lo

Juliana Passos

Testamentos, inventários, decisões judiciais ao longo de décadas e o registro da história oral de descendentes de escravizados. É munido desses documentos que o historiador Thiago Campos Pessoa afirma que o Brasil do século XIX reforçou a escravidão, quando o mundo ocidental caminhava para sua abolição. As evidências encontradas para o fortalecimento tardio do modelo escravista, e sua reatualização no oitocentos, foram alvos das pesquisas do pós-doutorando ao abordar o tema da escravidão no Vale do Paraíba, especialmente no território fluminense.

‘Nosso rio está morto’, lamenta cacique de aldeia indígena a 22 km de Brumadinho

Aldeia NaoXohã, afetada por rompimento da barragem, fica às margens do rio Paraopeba.

Por Paula Paiva Paulo, G1 — Brumadinho

29/01/2019 14h38 Atualizado há 5 dias

O rompimento da barragem em Brumadinho aconteceu no começo da tarde de sexta-feira (25). A lama de rejeitos seguiu descendo o Rio Paraopeba, e na manhã de sábado (26) chegou a aldeia indígena NaoXohã, em São Joaquim de Bicas, a 22 km de Brumadinho.

Até quando?

Cândido Grzybowski
Sociólogo, presidente do Ibase

Estamos novamente diante de uma tragédia de grande impacto ecossocial: mais uma barragem de rejeitos de mineradora que se rompe, deixa mortes e “terra arrasada” no caminho da lama, descendo como avalanche. Mais uma vez, em Minas Gerais. Mais uma vez, trata-se da Vale, a mesma empresa envolvida na ruptura de outra barragem que soterrou um povoado em Mariana, com mortes, e contaminou todo o Rio Doce. Isto três anos e pouco atrás. A gente nem sabe direito quantas “bombas” de rejeitos de mineradoras existem pelo Brasil afora, ameaçando vidas humanas, a integridade dos territórios e todas as formas de vida.

Mão na Mão

Mão na Mão
(Márcio Faraco)

As águas nos olhos do seu Francisco
O chão vermelho de Salvador
João e José juntos correm risco
Ela não voltou da noite de horror

Pobres, índios e negros na mira
São sempre os mesmos suspeitos
O menino corre, o drone atira
E a televisão diz: “bem feito!”

Ninguém solta a mão de ninguém
Eu sei que a noite será escura
Um longo caminho, de dor e procura
Mas não podemos nos perder

Vão nos ouvir, vão nos perseguir
Vão querer nos calar, vão nos reprimir
Vão delatar, vão espionar
Vão tentar dividir para conquistar

Quando o silêncio chegar
Querendo nos impedir
Nunca deixaremos de cantar
Mão na mão vamos resistir

Ninguém solta a mão de ninguém
Eu sei que a noite será escura
Um longo caminho, de dor e procura
Mas não podemos nos perder

Ninguém solta a mão de ninguém
Eu sei que a noite será escura
Um longo caminho, de dor e loucura
Mas não podemos nos perder

Ninguém solta a mão de ninguém
Ninguém solta a mão de ninguém

FREIRE entre nos – a 50 años de Pedagogía del Oprimido

FREIRE entre nos – a 50 años de Pedagogía del Oprimido – Portada / Interior

Jorge Osorio Vargas / Editor. Varios autores: Paulo Freire; Carlos Calvo Muñoz; Silvia López de Maturana Luna; Jorge Osorio Vargas; Rolando Pinto Contreras; Graciela Rubio Soto; Guillermo Williamson; Adriano Nogueira e Taveira; Alfredo Ghiso; Francisco Vío Grossi

Colección Disoñadores Nueva Mirada Ediciones La Serena, Chile. Primera edición: octubre 2018

Sinopse: Los y las autores/as de los capítulos de este libro se han auto convocado para publicar -con ocasión de los cincuenta años de la publicación de Pedagogía del Oprimido de Paulo Freire- algunos de sus textos más sentidos acerca de su trayectoria personal y pedagógica junto a Paulo. Algunos fueron partícipes y socios en proyectos de trabajo junto a él. Otros reconocen relaciones de profunda amistad durante décadas. Y todos/as testimonian la influencia del pensamiento y de la práctica freirianas en sus itinerarios formativos como educadores e investigadores. (Se permite la reproducción parcial de este libro, siempre que se mencione la fuente.)

Os “malucos” sapateiam no palco

Aqueles que não eram levados a sério hoje têm poder atômico e também o de destruir a Amazônia

Nas últimas décadas existiu um consenso de que, diante dos absurdos que eram ditos nas redes e em outros espaços, a melhor estratégia era não responder. Contestar pessoas claramente mal intencionadas e intelectualmente desonestas, em sua busca furiosa por fama, seria legitimá-las como interlocutor, dando crédito ao que diziam. E, assim, servir de escada para que ganhassem mais visibilidade. A frase popular que expressa essa ideia é: “Não bata palmas para maluco dançar”. A eleição de Donald Trump, de outros populistas de extrema-direita e agora de Jair Bolsonaro revelou que este foi um equívoco que vai custar muito caro.

Estudantes de universidades públicas e privadas ganham direito ao passe livre

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) derrubou nesta quarta-feira (5) o veto do governador Luiz Fernando Pezão ao Projeto de Lei 4.021/18 que garante o passe livre nos transportes intermunicipais aos estudantes da rede pública de todas as modalidades de ensino técnico (integrado, concomitante e subsequente) e para alunos de universidades públicas e privadas do Estado do Rio. Com a derrubada do veto, o PL vira lei automaticamente.

ONU abre consulta sobre estratégia para apoiar mulheres defensoras dos direitos humanos

ONU abre consulta sobre estratégia para apoiar mulheres defensoras dos direitos humanos

Na semana em que o mundo comemora o Dia Internacional das Mulheres Defensoras dos Direitos Humanos, 29 de novembro, a ONU Mulheres lançou uma consulta pública em português para elaborar uma estratégia de apoio e proteção a essas ativistas. Iniciativa tem por objetivo conhecer os desafios enfrentados pela sociedade civil. Até 6 de janeiro de 2019, é possível enviar contribuições por meio online.

Negócios multimilionários na “Escola sem Partido”

Por Amanda Audi, no Intercept  – 29 de novembro 2018

Jair Bolsonaro não poderia ter escolhido um comandante para o Ministério da Educação mais alinhado ao que defende para o setor. O colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodríguez acredita que o sistema de ensino estaria contaminado por uma “doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista” e “destinado a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade”.