O PROCESSO

Direção: Maria Augusta Ramos, 2018. Lançamento em breve no Brasil

Sinopse: O documentário acompanha a crise política que afeta o Brasil desde 2013 sem nenhum tipo de abordagem direta, como entrevistas ou intervenções nos acontecimentos. A diretora Maria Augusta Ramos passou meses no Planalto e no Congresso Nacional captando imagens sobre votações e discussões que culminaram com a destituição da presidenta Dilma Rousseff do cargo. O filme ficou em terceiro lugar na escolha do público entres os documentários da Panorama, principal mostra paralela do 68º Festival de Berlim. Teve casa lotada em todas as sessões, e a plateia aplaudia o filme durante sua exibição e aplaudiu de pé ao final.

Mais indígenas na política, só com mudanças estruturais, dizem especialistas

Em uma política dominada pelo coronelismo do capital, os índios pauperizados e criminalizados estão excluídos

São Paulo – A presença de Sônia Guajajara como vice na chapa de Guilherme Boulos à Presidência da República, oficializada ontem (10), em conferência eleitoral do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), só vai representar uma abertura para maior representação indígena na política se houver mudanças estruturais.

“As nove balas atingiram a nossa agonizante democracia”, diz Hildegard Angel sobre a morte de Marielle

“Executaram Marielle para calar sua militância. Assim como executaram minha mãe, Zuzu Angel, para emudecer suas denúncias e a exposição enlutada de sua dor, com a perda do filho torturado e morto pela ditadura”, afirma

Em seu blog, a jornalista Hildegard Angel escreveu um artigo sobre o que representou a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

Acompanhe a íntegra do texto:

A VIDA E A MORTE DE UMA VOZ INCONFORMADA

Os últimos momentos de Marielle Franco, a vereadora do PSOL executada no meio da rua no Rio de Janeiro sob intervenção

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO

Os bares de Copacabana e da Zona Sul do Rio de Janeiro estavam lotados de torcedores que acompanhavam, pela tevê, a virada do Flamengo sobre o Emelec na Taça Libertadores. Também nas redes sociais o time carioca provava-se popular liderando o Twitter Trends Brasil na noite de quarta-feira. Em meio aos milhares de tuítes sobre os jogadores que decidiram a partida, um nome que nada tinha a ver com o jogo começou a subir no ranking de assuntos do momento: Marielle Franco.

Não é só Marielle: conheça mais 24 casos de lideranças políticas mortas nos últimos quatro anos

CONHEÇA MAIS 24 CASOS DE LIDERANÇAS POLÍTICAS MORTAS NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS 
Haroldo Ceravolo Sereza e Rafael Targino | São Paulo

Vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, foi última vítima da violência que atinge líderes e militantes políticos no país; veja relação

 O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira (14/03) acendeu o alerta para um fato alarmente: desde 2014, ao menos outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram evidentemente executados em diferentes regiões do Brasil.

TIRE O RACISMO DO SEU VOCABULÁRIO: 13 palavras e expressões para parar de falar já

Nota Da Editora: A autora do texto reuniu a opinião de colegas e amigos negros, que relataram as expressões que os incomodavam antes de desenvolver esse texto. Vale ressaltar também que, conforme uma leitora bem observou, é imprescindível ter em mente ao ler o texto que “por séculos, brancos subordinaram negros e durante todo esse período diversas palavras e frases foram usadas para enfatizar e perpetuar a ideia de submissão e inferioridade negra”.

Memória Quilombola

Coleção Terras de Quilombos 
A Coleção Terras de Quilombos reúne um conjunto de narrativas a respeito da formação, do modo de vida e das lutas travadas por comunidades quilombolas brasileiras para se manter em seus territórios tradicionais. Em cada livreto, uma comunidade quilombola é apresentada em sua singularidade.
Ao todo, a Coleção oferece um panorama da diversidade de trajetórias vividas por ex-escravizados para conquistar a sua independência e se estabelecer na terra autonomamente.

Essa Coleção é fruto da parceria entre INCRA, MDA e UFMG para sistematizar e dar publicidade às informações contidas nos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTID), em muitos casos ignoradas pela historiografia oficial. Esse material, registrado no âmbito dos processos administrativos do INCRA, foi transposto para uma linguagem acessível, com o apoio de diversos colaboradores, destacando-se os autores das etnografias dos RTIDs. Os volumes estão organizados por ano de publicação: