Papa Francisco modifica catecismo e declara pena de morte como inadmissível

O papa Francisco adotou uma medida histórica ao modificar o catecismo da Igreja Católica para declarar “inadmissível” a pena de morte e incluir um compromisso de lutar contra a mesma em todo o mundo.

Com esta medida, o pontífice modifica o artigo 2.267 do catecismo, o livro que contém a explicação da doutrina da Igreja Católica.

— A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação por sua abolição em todo o mundo — afirmou o pontífice em uma audiência concedida ao prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Livro analisa a educação dos setores populares nos tempos do Império

Débora Motta
O livro desvela um Rio de Janeiro que parecia improvável: o da leitura e escrita dos grupos populares do século XIX. “O analfabetismo era muito alto no século XIX, mas apesar de ter existido um sistema excludente, isso não significou que as camadas populares não tivessem acesso, em absoluto, à cultura letrada, e nem que elas concentrassem suas formas de transmissão cultural apenas nas práticas orais. Esse segmento populacional também lidou com a questão do letramento. Havia práticas de escrita e letramento de homens e mulheres pobres, negros e mulatos na sociedade imperial”, destacou Giselle, que é professora e coordenadora do programa de Pós-Graduação em História na Universidade Federal Fluminense (UFF) e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ.Havia educação acessível às camadas populares na época do Império? Se sim, como ela era? Fazia parte de uma política de Estado?

Brasileira quilombola é destaque em série do The Guardian sobre ativistas ambientais

Publicado em 24/07/2018

A brasileira Maria do Socorro Silva é uma das defensoras ambientais apresentadas no ensaio fotográfico do jornal britânico The Guardian. A ativista luta contra a maior refinaria de alumínio na Amazônia, no Pará.

Divulgada no sábado, a série tem apoio da ONU Meio Ambiente. Em 2017, quase quatro ativistas ambientais morreram por semana em todo o mundo.

Nove ambientalistas que arriscam tudo para proteger seus lares, suas terras e ecossistemas naturais de danos e da exploração contam suas histórias em ensaio fotográfico publicado no sábado (23) na The Observer, a edição do final de semana do jornal britânico The Guardian.

‘O desfinanciamento do SUS e o desmonte da atenção primária trazem de volta doenças evitáveis’

Luís Eduardo Gomes

A que se deve o retorno de doenças que já eram consideradas erradicadas? Na última semana, o Ministério da Saúde divulgou que, até o dia 17 de julho, 677 casos de sarampo haviam sido registrados no Brasil só este ano. As situações mais graves são nos estados de Roraima e Amazonas, que chegaram a decretar situação de emergência ao longo do ano. “Oficialmente”, uma das causas para a reaparição desses surtos seria a entrada de imigrantes venezuelanos pela fronteira norte do Brasil. Mas um dos estados mais afetados é o Rio Grande do Sul. Há também a teoria de que o retorno do sarampo, de casos de poliomielite, difteria e outras doenças consideradas imunopreveníveis — evitáveis por meio de vacinação –, se deveria ao fato de existirem justamente campanhas antivacinas circulando nas redes socais. Há alguma verdade nisso?

Brasília sedia primeiro Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha

Mais de mil crianças devem participar de evento que ocorre entre os dias 23 e 26 de julho

Rafael Tatemoto

Brasil de Fato | Brasília (DF) – 21 de Julho de 2018

Entre os dias 23 e 26 de julho, Brasília será sede do primeiro Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha. Devem participar do evento, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cerca de 1200 crianças entre 8 e 12 anos, vindas dos 24 estados onde a organização atua.

O Encontro terá o lema “Sem Terrinha em Movimento: Brincar, Sorrir, Lutar por Reforma Agrária Popular!”. Durante os três dias, o Encontro terá uma programação que contará, entre outras, com atividades culturais, educativas, brincadeiras, oficinas de arte e cultura.

‘A vacinação não caiu por causa do Facebook, mas pela destruição do SUS’, diz ex-ministro Padilha

Publicado em: julho 18, 2018

Luís Eduardo Gomes

Nos últimos meses, começaram a circular notícias de que doenças que eram consideradas erradicadas pela vacinação — como sarampo, pólio, difteria e tétano — voltaram a registrar um elevado número de casos no Brasil. Muitas dessas publicações atribuem ao menos parte da responsabilidade pelos índices à existência de campanhas antivacinação, que estariam se espalhando, especialmente, pelas redes sociais. Contudo, para o ex-ministro da Saúde durante o governo Dilma Rousseff (PT), Alexandre Padilha, essa é uma leitura superficial da situação.

Uneb terá cota para trans, ciganos e autistas em todos os cursos

Cada grupo terá direito a 5% das sobrevagas

A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) passará a disponibilizar vagas com cotas para transexuais, travestis, transgêneros, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades.

Cada grupo contará com 5% das sobrevagas, além das 40% destinadas para negros e 5% para indígenas, que já estavam em vigência. As cotas passarão a valer para todos os processos seletivos de cursos de graduação e de pós-graduação do próximo ano. Do total de vagas, 60% é destinado para candidatos não-cotistas.

Condenação dos 23 é recado para impedir novas mobilizações, diz Eloisa Samy

A advogada condenada a 7 anos de prisão por sua participação nas jornadas de junho de 2013 conversou com a Pública sobre a sentença

18 de julho de 2018

Mariana Simões

Depois de quatro anos sendo investigados e processados na Justiça, 23 manifestantes que participaram das jornadas de junho de 2013 no Rio de Janeiro foram condenados a até 7 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa e corrupção de menores. A sentença, que foi assinada ontem pelo Juiz Flávio Itabaiana, da 27a vara criminal, cita entre os delitos dano qualificado, resistência, lesões corporais e pose de artefatos explosivos.

Lula publica artigo na Folha: “Por que vocês tem medo que eu fale?”

“Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?”, indaga o ex-presidente Lula em artigo publicado nesta quinta-feira

247 – “Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?