A marcha mundial das mulheres: por um mundo solidário e igualitário

Considera como contraponto à globalização da economia à globalização da solidariedade, entendendo como solidariedade uma virtude que faz com que a pessoa se sinta comprometida com a vida e tenha interesses e responsabilidades com o grupo ou mesmo com toda a humanidade. Significa dizer que a solidariedade faz com que a pessoa assuma uma atitude voluntária em empenhar para o bem comum. Falta fazer com que a bondade venha à tona e ela é despertada a partir do sofrimento de outras pessoas, pois quando se depara com o sofrimento dos outros, as pessoas saem de si mesma e se aproxima dos que sofrem, uma vez que se deixa de lado o individualismo e se sente fazendo parte viva do sofredor, desse modo, desperta-se a consciência de que todos pertencem a uma única família: a humana. Por um lado, considera o que de pior pode acontecer é quando se destrói o lado humano de um povo; por outro lado, aprecia também que a melhor forma de se prestar à solidariedade é quando se contribui a resgatar, juntamente com o povo, o lado humano que estava desaparecido.

A nova ordem imperial e como desmonta-la

Define a palavra desencanto como a perda da esperança no mundo, já que ele vem sempre acompanhado da tristeza e da desilusão e isso não é mero acaso. Instalou-se o poder hegemônico neoliberal, mas este nunca será definitivo, até porque forças “contra-império” já se mostram com novas formas criativas, construtivas e renovadoras de intervenção, mostrando que é mais do que possível um mundo diferente e melhor para todos. Concorda com o fato de que a educação, a cidadania e a democracia mantêm um vínculo recíproco entre elas. O problema reside no fato de que tipo de vínculo relaciona a educação com a cidadania, a justiça com a democracia e quem o define. Acredita que educar é mostrar que não há um abismo considerável entre objetividade e subjetividade, já que são essas duas categorias que aproximam o ser humano de seus semelhantes. É a formação para a cidadania que capacitará a pessoa a questionar, a pensar, a assumir as suas ações perante o mundo, assim como saber ouvir e respeitar opiniões, valores e maneiras de ser que sejam diferentes do que se tem.

A síndrome de burnout: por que os professores desistem?

As forças armadas têm uma superioridade organizacional visível, um status simbólico apelativo e o monopólio das armas e isso porque elas estão sempre subalternas aos seus mestres civis que se fazem presentes nos altos escalões de qualquer governo, além de estarem sempre intervindo na vida política do país, são elas que detêm o monopólio dos meios de violência de maneira repressiva. Quando o totalitarismo é introduzido na sociedade, intervindo na vida da maioria da população, a primeira medida a ser tomada por ele é o desenvolvimento do alto nível de vigilância adotado para que possa garantir os interesses daqueles que o apóia. A polícia e seus agentes são considerados os mais importantes aliados que adotam táticas de aquisição e decodificação de informações acerca daqueles que consideram seus inimigos; todas as atividades da vida pública e privada são vigiadas, com policiamento constante e intensificado para que possa segregar os opositores. Por isso que a justificação do terror instaurado na sociedade é uma tática que geralmente está respaldada por um líder carismático para que o totalitarismo mantenha o controle dos instrumentos de violência.

A socialização incompleta: os jovens delinquentes expulsos da escola

O autor realiza uma boa análise sobre a situação da juventude das classes populares. Pobreza, violência, discriminação, desempregos são situações concretas enfrentadas dia-a-dia por milhares de jovens. A marginalidade é sempre um caminho, e a não socialização provocada pelo abandono da escola é um fator que contribui neste processo.

Resumo do texto preparado anteriormente pelo autor para a coletânea “”O Massacre dos Inocentes””, organizada por J.S.Martins (São Paulo, 1991). O autor pertence ao núcleo de Estudos da Violência e ao Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo.

ABREU, JONIEL VIEIRA DE

A implementação do direito à educação escolar indígena no município de Santarém no período de 2006 a 2012. DISSERTAÇÃO. Universidade Federal do Pará. Educação. 2014. (TAG: Igualdade; Diferença; Promoção de direitos; Direito à educação escolar indígena.) Aqui

Abriendo horizontes: el reto de educar en derechos humanos con maestros

O texto é claro já que procura descrever uma experiência concreta na área de educação em Direitos Humanos com professores. É muito interessante, não só em relação à metodologia utilizada, como também nos dados obtidos durante as pesquisas realizadas nas oficinas. Trata-se de um texto básico para qualquer grupo que deseje desenvolver um trabalho de educação em Direitos Humanos.

Acendendo um candeeiro na nossa História

Classifica a cidadania como sendo a ação que visa o bem estar da maioria dominada, rompendo com a passividade e colaborando para a supressão das classes sociais. Denuncia que o governo federal com sua lógica da “nova ordem” encara a educação como despesa e não como investimento, assim na tentativa de “diminuir” os gastos das escolas técnicas federais, que segundo ele estão voltadas para um pequeno grupo de privilegiados, impôs um decreto lei para que as escolas técnicas federais voltassem a ser de caráter unicamente instrumental, minando, dessa maneira, a excelência de ensino que as escolas técnicas federais alcançaram, em decreto se dá devido à subserviência do governo às exigências dos organismos financeiros internacionais. Por isso conta com a participação de todos para que a escola não mais insista na ausência da vida e que saiba articular o fazer do saber, p-ara que este último não fique apenas resumido em conhecimento abstrato ou simplesmente técnico e que dessa maneira em nada contribua para as transformações sociais tão necessárias, sobretudo para os que estão excluídos da sociedade.